#CADÊ MEU CHINELO?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

JORNALISMO É TROLL




::txt::Tiago Jucá Oliveira::
::troll::Arlei Arnt::
::info::Wikipedia e Robert Bond::
::ilstrç::Alfred Smedbergs::

Desde algum tempo O DILÚVIO vem praticado uma nova função jornalística, através de nossos perfis nas redes sociais. O vandalismo em questão acontece somente na rede e é conhecido como Troll, mais outro resíduo tecnológico.

A trollagem consiste em provocar discussões em fóruns e comunidades na internet. Ou você lança a polêmica no ar ou diverge sobre um assunto comentado anteriormente por outra pessoa. Após uma dessas provocações iniciais, o negócio é esperar pra ver quem será o infeliz que vai morder a isca. Como dizia o poeta, é peixe granfino!

Já as ações do troll após a pescaria (o verbo em inglês descreve uma técnica de pescar) se diferenciam em pelo menos umas outras quatro (veja mais abaixo). Porém, frequentemente demonstram um comportamento padrão. Numa definição geral de Robert Bond, “troll é alguém que posta sua opinião com a intenção de produzir um grande volume de respostas levianas”.

Por dias, tivemos as experiências mais inacreditáveis possíveis. Não vamos contar exatamente onde e com quem aconteceu os causos e coisos. Vamos preservar as identidades das pessoas e a privacidade de seus habitats virtuais. Mas cabe uma ressalva. Em todos os casos, não mudamos nosso ponto de vista sobre os temas debatidos. O que mudou foi apenas a maneira de debater, pois agimos tal qual um troll. Seguimos convictos de nossas convicções.

Nossa opinião sobre Lula, Yeda, Serra e Dilma continua a mesma bosta. E em época de eleição, com os ânimos a flor da pele, a pescaria fica melhor. Como dizia o Arlei, parceiro da jornada troll e idealizador da sacanagem, temos que nos valer do fato que só discutimos determinados assuntos quando temos razão, e a partir de argumentos bem embasados com umas pitadas de insultos desestabilizamos o emocional da vítima. Arlei, no xuxu beleza da tarde, soltou a pérola: “quando a isca ficar sem argumentos e/ou quando seus argumentos já não surgem mais efeitos, xingue; mas se você o levar a xingar antes, melhor ainda”.

Tem o caso de Medalha, que após perder o embate político, trouxe a tona uma frase pra defender sua candidata, no caso a Dilma: “Viva la revolución socialista!” Imaginei, de bate pronto, como seriam Che e Fidel brasileiros hoje, e surgiram os rostos de Temer e Sarney. Sem palavras pra argumentar, Medalha perdeu a compostura antes da gente, babou ofensas e desaforos, e ainda promoveu uma campanha contra O DILÚVIO no Facebook.

Outro exemplo de nossas ações se dá no campo da rivalidade futebolística. O bate-papo virtual é o melhor gramado pra trollar. O ideal é não chamar o rival pro confronto, mas, através dum nick name provocativo, despertar a ira adversária. Ele vai dizer algo, e você novamente provoca com algum dado estatístico constrangedor. Ao notar que o 'inimigo' começa a digitar, bloqueie pra impedir que chegue a mensagem dele. Depois duns dez minutos, desbloqueie, provoque e repita tudo isso outras tantas vezes. Depois fique a imaginar o outro lado bloqueado, imerso na raiva, sem poder enviar mensagem de volta.

Os causos são os mais variados, difícil contar tudo de uma vez sem prolongar demais sua leitura. Portanto só nos resta revelar que fazíamos um teste. Há tempos que observamos inúmeros trolls na internet. Porém, somente agora, após muita pesquisa, assumimos em definitivo nosso caráter de jornalismo troll.

Trolls do mundo inteiro, uni-vos! Jornalismo é trollagem.

NÃO ALIMENTE OS TROLLS

Antigamente, na mitologia escandinava, existia a lenda do Troll, um monstro rabugento que vive embaixo de uma ponte abordando passantes. Poderiam ser tanto como gigantes horrendos - como ogros - ou como pequenas criaturas semelhantes a goblins. Viviam em cavernas ou grutas subterrâneas. Na literatura nórdica, apareceram com várias formas, e uma das mais famosas teria orelhas e nariz enormes. Nesses contos também lhes foram atribuídas várias características, como a transformação dessas criaturas em pedra, quando expostas à luz solar.

Geralmente os troll são descritos como criaturas humanoides, não muito inteligentes. Às vezes são descritos como gigantes nórdicos ou algo semelhante aos ogros, seus tamanhos variando a depender da história. Vivem pouco, até os 75 anos, e atingem a idade adulta aos 30 anos; não vivem em bando e são muito agressivos. Poucos conheceriam uma língua diferente da sua - o triolla mûn. Alguns são mais estranhos e raros, como os trolls do subterrâneo, que seriam menos inteligentes do que seus primos, porém mais fortes e agressivos, atingindo entre 2,35 m a 3,45 m de altura. Embora não considerados inteligentes, eram temidos, pois acreditava-se que dominavam a arte da ilusão.

Acreditava-se que para combater trolls, havia uma regra eficiente: Não alimente os trolls. Na internet significava ignorar completamente alguém que se comporta como troll mesmo que a vontade de responder seja grande, para que ele morra por inanição. O fundamento dessa regra vem do fato de que se você discute com um troll, então ele já ganhou de você. Como um troll precisa de atenção para obter prazer e ser bem sucedido, ignorando um troll os usuários não apenas intimidariam seu ato como também provocariam profundo desgosto e frustração nele.

O problema é que, quanto maior o quórum da discussão, mais difícil de se realizar essa tarefa, pois em qualquer grupo de debate sempre haverá alguém que responda ao troll. Mesmo que ninguém responda, nada é mais fácil do que convocar um segundo troll para discutir. Recentemente tornou-se comum observar a invasão de fóruns por grupos de trolls em que alguns "defendem" um ponto de vista e outros "defendem" o ponto de vista oposto apenas para baixar o nível da discussão, utilizando-se de argumentos estereotipados, falaciosos ou ofensivos.

De acordo com o Wikipedia, há várias sistemáticas desenvolvidas por trolls para atuar num fórum de Internet, entre elas:

Jogar a isca e sair correndo: consiste em postar uma mensagem de polêmica grande já esperando uma grande reação de cadeia e flame war. Porém o troll não se envolve mais na discussão, some após a mensagem original e se diverte com a repercussão. Uma forma mais branda é postar noticias polêmicas (às vezes mensagens não-verídicas) só para observar a reação da comunidade.

Induzir a baixar o nível: alguns trolls testam a paciência dos interlocutores, induzem e persuadem a pessoa a perder o bom senso na discussão e apelar para baixaria e xingamentos. Com isso, o troll "queima o filme", consegue que a pessoa se auto-difame na comunidade por ter descido a um nível tão baixo.

Repetição de falácias: outro método usado que induz ao cansaço, aqui o troll repete seu conjunto de falácias até que leve seu interlocutor à exaustão, alegando depois ter vencido a discussão após o abandono do oponente.

Desfile intelectual: um troll pode ter um bom nível intelectual, vocabulário sofisticado diante de outros discursantes, desfilar referências e contradizer os argumentos dos rivais por conhecimento e pesquisa, muitas vezes expondo-os ao ridículo e questionando sua formação educacional.
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